Senta-te! A viagem é longa bem sei. E q calor infernal por esta nada paradisíaca cidade! Obrigada por teu sorriso Oscar, sim o vinho está gelado para nós. Quanto de paciẽncia trouxeste querido, hoje tenho muito a te dizer... hoje eu o vi Oscar.
Hoje
eu
o
vi.
Bem sabes os longos dias q olhei sem nada saber. Sem ter em quem confiar. Buscando, buscando...dias em q dentro do carro parecia q minha mente não saía do lugar, ou fazia o caminho contrário das rodas...
"Onde, onde voce está agora?"
Ah, a Vida Oscar!
(Essas feridas da Vida margarida, essas feridas da Vida amarga Vida!)
E ele estava ali.
E sem caber em mim ao olhar o vestido caído da cadeira, vi q ele era eu.
Entre a cadeira e o chão: EU!
Metade na cadeira, metade no chão: EU!
Eu e minhas lágrimas, eu e meu sorriso, eu e minhas dúvidas, eu e meus medos, eu e a realidade.
Olhando para aquele rosto Oscar, compreendi q somos nós os construidores da beleza alheia. São os nossos olhos. Aquele rosto q há meses não via, hoje me pareceu tão...comum! Ele se perderia entre milhares de rostos se não fosse o meu sentimento. Eu o vesti de Deus Homem.
E as lembranças Oscar,
ah as lembranças!
Não me conformo Oscar, não entendo o pq de tantas diferenças!Onde me encaixar nelas? Olho e não vejo lugar para mim. E como mais uma tola neste mundo, mais e apenas mais uma tola mulher neste mundo, tento encontrar soluções e caminhos para o que sinto.
...ao menos agora sei onde ele está.
Ele e o mundo dele, tão distante do meu.
Queria Oscar q ele me vestisse de alguma beleza, alguma saudade, e ser recebida com um sorriso, um abraço, ouvir da sua voz vermelha um 'bom te vẽr!'
Não Oscar, não tenho esperança de mais q isso, embora sonhe com muito mais q isso!
Queria olhá-lo fora do tempo. E q ele não visse todas as minhas lágrimas...tantas, tantas! E q eu não tivesse de me explicar Oscar, q eu não tivesse de me explicar!
Procurá-lo envolve explicações....quero, preciso encontrar um meio de não me explicar.
E eu não quero escrever mais.
